Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image

Budismo, meditação e cultura de paz | Lama Padma Samten

Arriba!

Arriba!

Como podemos ver a paixão da perspectiva budista?

Como podemos ver a paixão da perspectiva budista?

Trecho do ensinamento oferecido por Lama Samten em São Paulo, na palestra “Energia autônoma, lucidez e compaixão nas relações”, no dia 6/10/2017.

A paixão, em princípio, é um problema. Ela estaria na categoria do reino dos deuses, especialmente quando a paixão é correspondida. A paixão correspondida é o fogo do reino dos deuses, ele também surge e cessa. Quando ele cessa, de modo geral as pessoas se perturbam. Elas se perturbam quando o fogo surge e se perturbam quando ele cessa. Mas se a pessoa é praticante, qualquer um dos reinos é um bom lugar para praticar, então, se surge a paixão, a pessoa vê com muita clareza como que as bolhas de realidade se estabelecem, como que as identidades surgem, como que os impulsos e as realidades todas surgem.

Se a pessoa não consegue ver isso diretamente ela poderia praticar shamata e depois voltar para a paixão. Ela medita e depois volta para a paixão, medita e volta. Então, ela vai ver que a paixão é um estado desse tipo. Pode ser que durante o sonho da paixão a pessoa tenha a lucidez de ver aquilo surgindo e ela talvez olhe desde uma base não contaminada o próprio ambiente da paixão se manifestando sem que ele deixe de se manifestar. Então, ela pode gerar uma lucidez com respeito a isso. Mas, de modo geral, a gente chama de paixão “a base contaminada da paixão em meio à paixão”. De modo geral, quem está do lado de fora reza. Mas não tem nenhuma experiência que não seja espiritual. Todas elas são.

Ouça aqui a palestra completa.