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Budismo, meditação e cultura de paz | Lama Padma Samten

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Como surge a ignorância? | Lama Padma Samten

Como surge a ignorância? | Lama Padma Samten

Trecho do ensinamento oferecido por Lama Padma Samten na palestra “Conselhos para iogues do cotidiano”, dia 3 de maio de 2016, no templo do CEBB Caminho do Meio

“A ignorância é essencialmente a montagem do jogo. Por exemplo, quando vemos os meninos jogando futebol, meio se batendo, chutando uns aos outros e brigando a gente diz: como começou este sofrimento? Começou assim, primeiro eles decidiram que a cancha (quadra) era um retângulo, que tinham duas goleiras e um goleiro em cada goleira, que uns iam ficar mais felizes quando a bola cruzasse pra lá e outros iam ficar mais felizes quando a bola cruzasse pra cá, tem um juiz e o jogo começa. Aí, eles estão se movendo numa direção, só que tem um grupo que se move e outro que obstaculiza, e eles vão se irritando. O sofrimento começou com as regras do jogo, com as pessoas assumindo aquelas regras e se colocando como identidades para operar dentro daquilo.

No nosso caso o Buda vai dizer que nosso sofrimento começou pelos doze elos da originação dependente: ignorância; marcas mentais, que são quase como regras que a gente vai obedecer quase que automaticamente; daí, surgem as sensações da operação da mente segundo o ambiente das regras; surgem as aspirações para ter os instrumentos para poder jogar direito; surge o corpo; surge a relação do corpo com as aparências ao redor; surge o critério de gostar ou não gostar de acordo com as aparências; surge o critério de pegar o que gosta e rejeitar o que não gosta, fazemos acumulação disso, temos mais resultados em obter o que a gente gosta e evitar aquilo que a gente não gosta; surge alguém que diz: eu sou esta esperteza toda que obtém estes resultados; daí, surge a pessoa dentro do mundo operando com suas frustrações, este processo tem um desgaste até que a identidade se dissolve. Por vezes, a identidade se dissolve com a dissolução do corpo, aí tem a morte, mas, esta morte depende da sensação de que nós vivemos dentro deste corpo.”

Vídeo da palestra