O I Encontro foi o momento de apontar para o próximo período um grande campo de possibilidades de inserção do Instituto. A essas possibilidades chamamos de sonhos e dentro dessa perspectiva o movimento do céu é um fator fundamental. O que quer dizer que, quando sonhamos, a possibilidade de efetivação vai levar em conta muitos aspectos, desde a motivação (fio), passando pelos meios hábeis para nos movermos no mundo (contas) e o movimento do céu como definidor, como o não previsto.
O I Encontro também caracterizou a forma como o Instituto se relaciona com todos os atores. Neste ponto surgem, invariavelmente, as dúvidas de como estabelecermos essas relações. Um exemplo é o Gaia, que não é o Instituto, não é o Núcleo Amigos da Terra, nem a UFRGS e nem o próprio Gaia Education, mas é uma equação que envolve todos. Se mover neste contexto com lucidez e sabedoria é o ponto mais instigante e maravilhoso ao mesmo tempo.
Estiveram em nosso encontro, contando o que estão fazendo, muitos amigos do Instituto e alguns praticantes do Cebb, que desenvolvem atividades a partir dos ensinamentos e com a orientação de nosso Lama: Aurino Lima, Lais Wolnner, Rafael Pezzi, Karin Kalicheski, seu Valter, Dionísia, Luis Felipe Vilas Boas, Luana, Leocilda, Helena Karpouzas e Luciano, Rochele, Zé Benetti, amigos do Budismo engajado do Zen Peacemakers, Sensei Paco Lugovina e Ovídeo Waldemar e parceiros que praticam ações no mundo e não estão inseridos na estrutura budista: Potira, Miguel Satler, Lucia Ortiz, Georges Kharlakian do Gaia Education, Comunidade Morada da Paz, Paula Magnus (Priya), Marcus Rosa de Souza (Deva), Milton Cruz, Irene do Departamento de Habitação de Viamão, Carmem de Simoni do Ministério da Saúde, Beto Chaves e Marcos Pedra do Papo de Responsa, do Rio de Janeiro.
Conversamos sobre as mudanças do currículo do Gaia e pensamos em propostas para as próximas edições, inclusive a de 2010 que está com as inscrições abertas, dialogamos sobre a física quântica e como ela pode ser uma ferramenta para entendermos a existência de todos os fenômenos, ouvimos e sonhamos o Projeto do GT ambiental de agricultura urbana para o Jardim do Castelo e conhecemos o encanto da experiência da comunidade Morada da Paz.
O Sensei Paco Lugovina nos sensibilizou a todos com a forma que o Zen Peacemakers tem atuado em New York, firmamos parcerias e vamos caminhar juntos. Aurino trouxe o Coque para o Caminho do Meio e vimos quanto temos que aprender a acolher e manter o foco nas cinco sabedorias búdicas. Georges nos contou da Umapaz, Universidade Livre do meio ambiente e Cultura de Paz, Helena e Luciano apresentaram o projeto do Centro de Cultura Caminho do Meio.
Dionísia, Valter e Leocilda comentaram o vídeo sobre o Jardim do Castelo, Casa da Sopa e Cebb, onde podemos apreciar as semelhanças do Neinfa e Nascem, inclusive com a possibilidade de estudarmos juntos como legalizar as terras do Coque e realizar os sonhos daquela comunidade. A Rochele e o Zé Benetti nos ilustraram o papel da meditação e sua relação com o teatro.
Na terceira semana olhamos o papel do terceiro setor e das Oscips com a Prya, a captação de recursos com o Milton Cruz e o projeto nas empresas com o Deva. Com a presença do Luis Felipe podemos sonhar ações no Rio de Janeiro do Instituto Caminho do Meio. Os participantes do encontro também puderam conhecer o projeto de regularização do Jardim do Castelo através do departamento de habitação de Viamão.
No final do encontro tivemos a presença do Projeto Papo de Responsa, que tem parceria com o Afro Reggae e a Polícia Civil do Rio de Janeiro, através do Beto e Pedra, policiais civis. Nossa colega Janaína, que fez a ponte entre nós e eles, também estava presente. Sonhamos uma parceria que envolve a presença do Lama em seminário destinado à polícia do Rio e a possibilidade de inserir meditação nos presídios. Também combinamos a presença deles durante as relíquias e também do pessoal da empresa Natura que patrocina o projeto Papo de Responsa.
Carmem de Simoni também esteve presente neste último dia e reuniu com as prefeituras de Viamão, Alvorada, Esteio, Canoas e Gravataí, onde falou dos projetos do ministério e como os municípios podem realizar políticas públicas na área da saúde que beneficiem as populações destas cidades. Também esteve presente no encontro o pessoal do Papo de Responsa, de maneira que as prefeituras pudessem firmar parcerias com eles.
Carmem finalizou o encontro e trouxe reflexões de como podemos nos inserir nas políticas públicas de maneira a gerar benefícios. A avaliação geral do participantes foi de que o Instituto se firma cada vez mais como um interlocutor entre os diferentes atores sociais. Todos se alegraram muito com as possibilidades de parcerias e redes foram estabelecidas, com o propósito de beneficiar todos os seres. Ao longo do I Encontro, ressou em nós o ensinamento de nosso Lama, que tmbém nos guia nas ações cotidianas do Instituto Caminho do Meio:
“Em vez de nascimentos individuais dentro da Mandala da Cultura de Paz, vamos trabalhar para dar o nascimento de grupos na mandala. O processo social é mais importante que o individual.Quando a cultura de paz se estabelece socialmente, ou seja, um número significativo de pessoas se relaciona, estabelece uma linguagem e cria uma visão, essa visão é a geradora natural de várias ações positivas. Surgem as iniciativas práticas, projetos, construções, treinamentos etc. A energia positiva está presente e torna tudo vivo.” (Mandala do Lótus)