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Budismo, meditação e cultura de paz | Lama Padma Samten

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O papel e a importância da sanga – Lama Padma Samten

O papel e a importância da sanga – Lama Padma Samten

Foto: final do retiro de ensinamentos sobre os doze elos da originação dependente em Camburi/SP, em junho de 2006

“Às vezes nós não nos damos conta de que encontrarmos as pessoas no ambiente do darma é algo realmente especial. Temos as Três Jóias, o Buda, o Darma e a Sanga, e esta é uma experiência direta de Terra Pura. Na sanga, nós nos encontramos em função das qualidades elevadas e não em função de problemas ou de algum tipo de negatividade que nós resolvemos desenvolver uns com os outros. Nós nos encontramos porque desenvolvemos o que há de mais elevado, e assim nós conversamos uns com os outros e nos relacionamos dentro desta perspectiva: numa paisagem elevada que nos leva naturalmente a um crescimento, a um desenvolvimento e à construção de uma Terra Pura. Se nós conseguirmos olhar uns aos outros – em todos os âmbitos onde nós andarmos – como nos olhamos na sanga, então o Planeta se endireitará rapidamente.

Portanto, as sangas são esse exercício de sair de samsara, são sementes, são incubadoras de mandalas de sabedoria onde nós desenvolvemos as visões, as práticas e as formas de relações positivas. Se expandirmos essa visão da sanga em todas as direções, naturalmente o mundo se pacificará. Não é preciso uma grande complicação, basta praticarmos na vida como é o nosso encontro na sanga, que é um momento feliz para todos; assim, nós logo acreditamos que a paz é possível. Já quando nós nos encontramos em outra perspectiva, temos sofrimentos, competições, aflições variadas, mas quando estamos dentro da sanga a experiência é ótima, não é mesmo?

Seja esse um voto nosso ou não, a sanga, ao se reunir, trabalha naturalmente, sem esforço e com as qualidades do Buda. Agora, quando estamos fora do ambiente da sanga, o que caracteriza esta situação é a motivação pela qual nós nos relacionamos. Quando estamos no mundo ordinário, no mundo comum, as relações estão baseadas em outro tipo de troca, na qual a nossa felicidade é o ponto principal e o que vai acontecer com o outro não importa – assim, arrancarmos alguma coisa do outro não é um grande problema, desde que aquilo produza grande felicidade para nós.

Já quando estamos na sanga isso é diferente, pois temos um outro tipo de relação. Desse modo, pode surgir essa aparente dicotomia, a idéia de que existem dois mundos, mas se nós aplicarmos os princípios da sanga em meio ao mundo certamente a nossa vida melhorarará… e isso nós deveríamos testar! Se usarmos o princípio da sanga quando olhamos para todas as pessoas, protegendo-as, ajudando-as, nossas relações com o mundo certamente serão melhores!”